
A Polícia Civil de Rondônia divulgou nesta quinta-feira (8) a imagem de Sérgio Sussumo Suganuma, presidente da Associação Rural de Rondônia (ARR) e organizador da Expojipa, que está sendo procurado pela Justiça. Ele é acusado de envolvimento nas mortes de dois jovens durante um conflito agrário registrado em Cujubim, no interior do estado.
As vítimas são Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23. Os crimes ocorreram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016, nas proximidades de uma propriedade rural.
Prisão preventiva após suspensão do julgamento
O mandado de prisão preventiva contra Suganuma foi expedido em 14 de setembro de 2026, após a suspensão do julgamento do caso, que começou dez anos depois dos crimes. A sessão foi interrompida depois que os advogados de defesa dos réus deixaram o plenário, alegando falta de acesso a provas que consideravam novas.
Segundo informações divulgadas sobre o processo, o Tribunal de Justiça de Rondônia afirmou que os documentos já estavam disponíveis às defesas e que passaram recentemente por digitalização.
O Ministério Público de Rondônia solicitou a prisão preventiva dos acusados com o objetivo de assegurar a aplicação da lei penal e a regularidade do processo até a realização de um novo julgamento.
Como ocorreram os crimes
Conforme a denúncia, Suganuma teria sido contratado pelo proprietário de uma fazenda para organizar um grupo clandestino de segurança destinado a impedir a entrada de ocupantes na propriedade rural.
Em 1º de fevereiro de 2016, Alysson Henrique foi encontrado morto, com o corpo carbonizado dentro de um veículo nas proximidades da área. Ruan Lucas desapareceu na mesma região, e seu corpo nunca foi localizado, apesar das buscas realizadas pelas autoridades.
Outros três réus foram presos no dia em que o julgamento foi suspenso, em setembro.
Caso segue na Justiça
Sérgio Sussumo Suganuma continua sendo procurado pelas autoridades, conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil. A prisão preventiva não representa condenação definitiva, e as acusações deverão ser examinadas no âmbito do processo judicial, com garantia do direito de defesa.
O caso segue aguardando os próximos desdobramentos judiciais e a definição de uma nova data para o julgamento.
Por Rondoniaemqap

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