Agente penitenciário faz denúncias sobre a fragilidade de penitenciária em RR

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Agente penitenciário denunciou que das 14 guaritas, quatro estão ativas. Governo afirma que há efetivo policial para atender todas as demandas.

Das 14 guaritas da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, apenas quatro estariam ocupadas por policiais militares, segundo um servidor da unidade. A denúncia ao G1 nesta quarta-feira (20), relata a suposta fragilidade na segurança do maior presídio de Roraima.

Em nota, o Governo informou que há 208 policiais atuando em nove pontos de vigilância.
“Só está o GPE [Grupo de Pronto Emprego] à noite na penitenciária para segurança, que já cumpria esse papel. Não foi enviado mais policiais para lá. Não houve reforço. As guaritas estão ineficientes, desde quando começou a intervenção da PM”, afirma um agente penitenciário, citando que o cargo de chefe de plantão foi tirado da categoria. “Tomaram sem motivos e tudo segue como antes”.

De acordo com ele, a segurança externa no presídio seria de responsabilidade da Polícia Militar, entretanto os carros da corporação não operam mais nas proximidades da unidade prisional.

“As viaturas do Ronda no Bairro, que estavam fazendo segurança externa, foram retiradas. Isso está colocando a sociedade e, principalmente, os servidores que trabalham na penitenciária em iminente risco de segurança e vida. E, após a intervenção [da PM], em menos de um mês acharam outro túnel,” ressalta o agente.

Um policial da penitenciária revelou que o GPE atua constantemente no presídio, fazendo revistas à noite. “Fazemos tudo e atuamos em parceria com o agentes. Esperamos que, com esa mudança a situação possa evoluir na penitenciária”, avalia o PM.

Ação conjunta, diz governo
A Secretaria de Comunicação Social do governo informou que, desde o dia 30 de dezembro, a Polícia Militar  assumiu o controle operacional da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo passando a normatizar a rotina, o controle e a fiscalização da unidade prisional. A ação ocorre por meio de um trabalho em parceria com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) e respeitando a Lei de Execuções Penais.

Ainda conforme a nota, há 208 policiais que atuam nas nove guaritas, devidamente escalados por plantão, além dos agentes penitenciários.

“Em relação às viaturas do Ronda no Bairro, a Comunicação esclareceu que estão empregadas no policiamento ostensivo e são acionadas somente em casos de necessidade. Entretanto, a CIPG dispõe de motocicletas destinadas especificamente para o trabalho realizado no local”, finaliza a nota.

FONTE: G1 RR
Editado por: agentes qap

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