
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, trocou de aparelho, chip e número em fevereiro de 2026, durante a fase inicial das investigações do caso Master pela Polícia Federal.
Reportagem de Cézar Feitoza, Colunista do UOL, em Brasília destaca a troca de celular de Moraes em meio às investigações, o método pouco usual de comunicação com Vorcaro, as dificuldades da PF em recuperar mensagens do ministro e os indícios de encontros entre ambos pouco antes da prisão do banqueiro.
Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro se comunicavam por meio de prints de textos escritos no bloco de notas, enviados como imagens de visualização única no WhatsApp. A PF encontrou 52 mensagens de Vorcaro usando essa técnica.
As mensagens enviadas por Moraes não foram recuperadas; seria necessário analisar diretamente o celular dele. A PF conseguiu cruzar logs do iPhone para identificar os momentos exatos das capturas de tela feitas por Vorcaro.
Vorcaro recebeu o número de Moraes em dezembro de 2023, por intermédio de Fábio Faria, e o salvou como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
As conversas registradas vão de 28 de outubro a 17 de novembro de 2025, período em que Vorcaro foi preso. Ele demonstrava preocupação com pressões do Banco Central e da PF, citando nomes como Gabriel Galípolo, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Há indícios de encontros pessoais entre Moraes e Vorcaro nos dias 14 e 16 de novembro, pouco antes da prisão do banqueiro.
Moraes não se manifestou sobre o caso quando procurado pela assessoria do STF.
Por Msn

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