
O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi recebido com abraços por colegas de farda ao chegar, na tarde desta quarta-feira (18/3), nas dependências do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele está preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32. O momento foi capturado em vídeo pelo youtuber Oslaim Brito. Veja:
As imagens mostram o tenente-coronel chegando ao presídio em um carro descaracterizado, seguido por uma viatura da Corregedoria da PM. Em seguida, ele aparece na entrada da penitenciária sendo abraçado por um colega de farda, com “tapinhas” nas costas.
Gisele foi encontrada baleada na cabeça, no apartamento do casal, no Brás, região central da capital paulista, em 18 de fevereiro. O tenente-coronel nega ter cometido o crime e afirma que ela tirou a própria vida.
Nesta quarta (18/3), o oficial se tornou réu na Justiça comum e na Justiça Militar, sob acusações de feminicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima – e fraude processual. Ele é acusado de ter alterado a cena do crime para fazer parecer um suicídio.
O dia do disparo
Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo coronel.
Socorristas e a cena no corredor
Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.
Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.
Intervalo entre o tiro e o pedido de socorro
Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência.
Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo por volta de 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.
Por Metropoles







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