
Flavio Bolsonaro se encontra com Ronaldo Caiado nesta terça-feira (6/10), em Goiânia, para selar o apoio do ex-presidenciável no segundo turno. Nos bastidores, cogita-se a eventual participação de Caiado no governo de Flávio, como ministro da Segurança Pública.
Caiado conta com uma experiência considerada bem sucedida de uso de IA no combate à criminalidade. Segundo o governo de Goiás, a ferramenta foi usada para solucionar 2,5 mil ocorrências no estado.
O entorno de Flávio defende um “Smart Brasil”, inspirado no programa da cidade de São Paulo. No entanto, a eficiência goiana é maior: com câmeras integradas a inteligência artificial, Goiás faz pelo menos 38 vezes mais prisões por equipamento do que São Paulo.
Entre 2015 e 2025, a taxa de mortes violentas no estado caiu de 46,1 para 16,5 por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 19,1. O roubo de veículos caiu 95% desde 2018. O governo goiano diz que o programa IA Contra o Crime, com câmeras ligadas a inteligência artificial, já ajudou a resolver 2,5 mil ocorrências.
Só há um detalhe entre a empolgação com o apoio de Caiado e a escolha de sua cadeira no ministério: a eleição ainda não acabou. É verdade que, desde 1989, nenhum candidato à Presidência saiu atrás no primeiro turno e virou no segundo. Mas também nunca foi tão pequena a distância entre os dois primeiros colocados. E, do outro lado, está Luiz Inácio Lula da Silva, o político mais experiente do Brasil e da América Latina. Antes de distribuir os ministérios, falta combinar com as urnas — e com Lula, que sabe uma coisa ou outra sobre contrariar quem já o deu por derrotado.
Por Metropoles

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