
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelaram as sessões previstas para esta terça-feira (5/8), em decorrência da obstrução das Mesas Diretoras por parlamentares da oposição.
Motta convocou os líderes partidários para uma reunião de emergência, com o intuito de discutir uma solução para o impasse. Deputados e senadores ocuparam as Mesas da Câmara e do Senado em protesto pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada nessa segunda-feira (4/8) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação no X, o presidente da Câmara disse que acompanha o caso desde a manhã desta terça.
“Acompanho a situação em Brasília desde as primeiras horas do dia de hoje, inclusive o que vem acontecendo agora à tarde no plenário da Câmara. Determinei o encerramento da sessão do dia de hoje e amanhã chamarei reunião de líderes para tratar da pauta, que sempre será definida com base no diálogo e no respeito institucional. O Parlamento deve ser a ponte para o entendimento”, escreveu Motta.
Alcolumbre diz que ato da oposição é “arbitrário”
Em nota, Alcolumbre criticou a obstrução das atividades parlamentares, classificando a ação como “exercício arbitrário das próprias razões” e “alheio aos princípios democráticos”.
O senador também fez um apelo à serenidade e ao “espírito de cooperação”, destacando a necessidade de respeito, civilidade e diálogo para que os trabalhos legislativos sejam retomados.
Assim como Motta, Alcolumbre anunciou, também, que convocará uma reunião de líderes para discutir a situação e buscar uma solução que permita o retorno das atividades regulares do Congresso, garantindo a expressão de todas as correntes políticas nas sessões do Senado e da Câmara.
Obstrução no Congresso
Aliados de Bolsonaro ocuparam as Mesas Diretoras das duas Casas Legislativas, inviabilizando a retomada das atividades parlamentares prevista para esta terça.
No Senado, os senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Jorge Seif (PL-SC), Jaime Bagattoli (PL-RO), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) participaram da ocupação. Malta chegou a sentar na cadeira do presidente da Casa, usada por Alcolumbre durante as sessões plenárias.
Na Câmara dos Deputados, a manifestação foi semelhante. Deputados da oposição colocaram fitas na boca em sinal de protesto e prometeram permanecer na Mesa Diretora até que o plenário vote projetos relacionados à anistia e ao fim do foro privilegiado.
“Só sairemos daqui quando anistia e fim do foro forem votados”, afirmou o deputado Sanderson (PL-RS) em publicação nas redes sociais.
Por Metropoles

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