26/01/2026

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Polícia abre apuração após resposta inusitada em caso com “lobisomem”

O caso chamou atenção pelo conteúdo e pelas expressões usadas pelos policiais responsáveis pela ocorrência.

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul abriu uma apuração interna após a repercussão de um boletim de atendimento registrado em Sentinela do Sul, no Centro-Sul do estado, que chamou atenção pelo conteúdo e pelas expressões usadas pelos policiais responsáveis pela ocorrência.

O caso teve início na madrugada dessa sexta-feira (23/1), quando uma moradora acionou a Brigada Militar relatando uma tentativa de invasão à sua residência.

A guarnição foi até o endereço e realizou buscas no pátio e no entorno do imóvel, sem localizar sinais de arrombamento ou presença de terceiros.

Durante o atendimento, a moradora afirmou que o suposto invasor seria um lobisomem.

O relato foi registrado no boletim de atendimento, que acabou viralizando nas redes sociais após mencionar, de forma irônica, a inexistência de meios para lidar com uma “criatura lendária”.

“Por se tratar de uma criatura folclórica, foi dito às partes solicitantes que, não havendo nenhum indivíduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerrada”, diz o registro. “Como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação.”

A forma como o texto foi redigido motivou a reação do Comando Regional de Polícia Militar do Centro-Sul, que informou, por meio de nota oficial, que determinou a apuração das circunstâncias do atendimento e da elaboração do registro policial.

Segundo o comando, o objetivo é verificar se houve descumprimento de normas internas ou uso de linguagem incompatível com os valores institucionais da corporação.

A Brigada Militar destacou que o chamado foi atendido, a verificação foi realizada no local e, não sendo constatada situação concreta de risco, a ocorrência foi encerrada após orientação à família.

A corporação ressaltou ainda que o acionamento policial foi legítimo, diante da percepção de ameaça relatada pela moradora, e que eventuais excessos ou impropriedades na redação do boletim serão analisados para definição das medidas cabíveis.

A Brigada Militar informou que permanece à disposição da população para atendimentos emergenciais e que a apuração interna busca preservar a legalidade, a ética profissional e a credibilidade do serviço prestado.

 

Por Metropoles