13/03/2026

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Câmera de segurança e celular de policial penal morto pela PMRO desaparecem

A investigação deve seguir para esclarecer os fatos, incluindo o destino da câmera e do celular.

O caso de Fabrício Borges Mendes, policial penal de 43 anos, condenado no dia 10 de março de 2026 a 18 anos de prisão por homicídio (relacionado à morte de um PM há cerca de 12 anos).

Poucos minutos após a sentença (cerca de 37 minutos), ele foi morto em um confronto armado na própria residência, em Machadinho do Oeste (RO), durante o cumprimento de mandado de prisão pela PM (especificamente equipes do BPTAR – Batalhão de Patrulhamento Tático de Ação e Resposta).

Versão oficial dos policiais militares 

A versão oficial da Polícia Militar é de que houve troca de tiros durante a abordagem para prisão, resultando na morte do policial penal.

Câmera de segurança e celular da vítima sumiram 

No entanto, surgiram questionamentos e denúncias sobre o ocorrido, incluindo alegações de que câmeras de segurança da residência (foto acima) e o celular da vítima “sumiram” ou foram extraviados após a intervenção dos PMs.

O diretor geral da Polícia Penal de Rondônia exigiu rigor na apuração desses itens desaparecidos, que poderiam conter gravações relevantes do confronto.

O sindicato dos policiais penais (SINGEPERON) cobrou esclarecimentos oficiais, destacando a “coincidência” do curto intervalo entre a condenação e a morte, e questionando as circunstâncias.

É um caso polêmico, com versões conflitantes entre a PM e entidades representativas da Polícia Penal.

A investigação deve seguir para esclarecer os fatos, incluindo o destino da câmera e do celular.

Nossa a redação entrou em contato com o comando geral da Polícia Militar de Rondônia, corregedoria e assessoria de comunicação, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos respostas.

Veja abaixo a solicitação de informações:

Nossa redação recebeu denúncias graves envolvendo policiais militares no envolvimento da morte do policial penal Fabrício na cidade de Machadinho/RO.

Trata-se do episódio onde policiais militares foram realizar cumprimento de mandado de prisão, ocasião essa em o policial penal reagiu e houve confronto, vindo a falecer o policial penal, segundo a ocorrência dos policiais envolvidos.

Ocorre que, segundo informações repassadas à nossa redação, inclusive com prova documental como a foto da câmera e testemunhal que é a esposa do falecido, que os policiais envolvidos na ação recolheram uma câmera de segurança que estava instalada na casa do policial penal, que inclusive repassaram uma foto da câmera instalada. 

Além disso, também sumiram com o celular do servidor, que inclusive estava realizando a audiência de videoconferência por ele.

Pois bem, diante da matéria em andamento que incrimina os policiais militares de forma grave, nossa redação busca ouvir o outro lado, para mostrar a defesa quanto ao caso, se realmente procede ou não essa denúncia.

Questionamentos

  • Queremos saber se realmente os policiais militares recolheram a câmera de segurança e o celular do falecido? 
  • Quantos policiais foram usados para realizar esse mandado de prisão?
  • Os policiais envolvidos na ação possuíam câmeras no fardamento body cams ou câmeras na viatura? 
Sem mais para o momento, nos colocamos à inteira disposição.
Foto da câmera de segurança que estava instalada na casa do policial penal.

 

Por Rondoniaemqap