05/02/2026

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Oruam violou tornozeleira 66 vezes; dispositivo permanece descarregado

A Seape-RJ destacou que a maioria das ocorrências da violação da tornozeleira de Oruam está relacionada à falta de carregamento da bateria.

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuneco, o Oruam, violou a tornozeleira eletrônica 66 vezes em um período de 4 meses. Desde 1º de novembro do ano passado até o último domingo (1º/2), o cantor cometeu sucessivas violações, sendo 21 delas classificadas como graves – somente em 2026.

Desde domingo, o dispositivo está descarregado, segundo informou ao Metrópoles a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seape-RJ).

A Seape-RJ destacou que a maioria das ocorrências da violação da tornozeleira de Oruam está relacionada à falta de carregamento da bateria.

Oruam se apresentou à Central de Monitoração Eletrônica do Rio em 9 de dezembro, com queixas sobre falhas no carregamento da tornozeleira. No mesmo dia, os agentes da Seape ralizaram a troca do equipamento.

No entanto, a Seape-RJ informou que a violação não se associava somente à ausência de carregamento e comunicou que o equipamento apresentou danos após ser devolvido.

“Após o comparecimento e a substituição do dispositivo, a tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto”, diz a Seape.

Prisão preventiva

As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal. Após a Seape trocar o dispositivo, a tornozeleira voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento e desde domingo a Justiça não tem informações sobre a localização de Oruam, já considerado foragido.

Em razão das sucessivas intercorrências no dispositivo, a juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu o mandado de prisão preventiva de Oruam nessa terça-feira (3/2). A magistrada entende que o rapper descumpriu, reiteradamente, medidas cautelares determinadas pela Justiça.

De acordo com a Seape, a ausência de carregamento da tornozeleira compromete o acompanhamento da medida judicial.

 

Por Metropoles