Agente penitenciário irá processar Estado por prisão ilegal no Acre

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Wellington Ferreira da Silva, Josimar Oliveira da Silva e Odair da Silva Freitas foram presos no dia 10 e inocentados 18 dias depois (Foto: Quésia Melo/ G1)

A Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre  (Asspen-AC) convocou coletiva na manhã desta sexta-feira (29) para informar que deve processar o Estado por ter prendido e apresentado um agente penitenciário alegando que ele faria parte de uma quadrilha de falsificação de dinheiro.

No dia 10 de janeiro, Adalberto Sales, de 29 anos, Odair da Silva Freitas, 37, Wellington Ferreira, 25, Elisson de Souza, 30, e o agente penitenciário Josimar Oliveira da Silva, de 28 anos, foram encaminhados para a Delegacia de Flagrantes (Defla) após serem presos em uma casa noturna de Rio Branco. A Polícia Civil fez a apresentação informando que o grupo estava com ao menos R$ 600 em notas que seriam falsas.

Porém, 18 dias após a prisão, um laudo da Polícia Federal confirmou que as notas eramverdadeiras e encerrou o inquérito contra os homens. O presidente da Asspen, José Janes, informou que o agente foi exposto e deve entrar com uma ação, assim como os outros apresentados.

“A polícia colocou como se fosse formação de quadrilha e alguns nem se conheciam, todos saíram algemados. Quantas pessoas inocentes estão presas por um inquérito mal feito? Colocaram esses trabalhadores na mídia como se fossem bandidos. A banca de advogados vai cuidar do processo e vai recorrer devido aos danos causados à imagem de cada um”, explica.

O assessor da associação, Lucas Bolzoni, destacou que o constrangimento sofrido pelo grupo foi uma coisa que se estendeu além da apresentação feita pela Polícia Civil. “Saíram algemados da festa, que parou para ver essa cena de constrangimento. Muitas pessoas nas redes sociais praticaram crime de calúnia e difamação”, diz.

Em nota, a Polícia Civil, que apresentou o grupo na época, informou que foi acionada pelo Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) para acompanhar o atendimento da ocorrência, que envolvia supostas cédulas falsas em uma boate. E destacou ainda que os funcionários do local que acionaram.

“Os funcionários do referido estabelecimento informaram que o mecanismo utilizado para uma checagem preliminar de cédulas, sinalizou não se tratar de moeda original. As partes envolvidas no caso foram inicialmente conduzidas até a sede da Delegacia de Flagrantes (DEFLA), onde o delegado plantonista constatou se tratar de um caso de competência da Polícia Federal, por haver, em tese, indícios de falsificação de moeda, ficando aquele órgão responsável pela realização da perícia nas cédulas e adoção de todas as medidas legais cabíveis”, destaca a nota.

A polícia também informa que seguiu o procedimento comum diante da ocorrência. “A Polícia Civil não se omitiu a atender um suposto crime, cumpriu sua obrigação legal, encaminhando imediatamente a ocorrência à sede da Polícia Federal, onde foi instaurado inquérito, cujo resultado já é de conhecimento público.

FONTE: G1 ACRE
editado por: agentes qap

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