Agente socioeducador diz ter sido sequestrado e torturado no AC

Segunda-feira, 14 de dezembro de 2015, 15:20 hs.

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Suspeitos teriam intenção de vender carro do agente socioeducador na Bolívia, mas capotaram o veículo (Foto: Quésia Melo/G1)

Um agente socioeducativo de 31 anos, teria sido rendido, sequestrado e teve o carro, um modelos duster prata, roubado por dois suspeitos enquanto saía de uma farmácia localizada no Segundo Distrito de Rio branco por volta de 22h de sábado (12). Porém, a vítima conseguiu fugir do local e pedir socorro somente no domingo (13).

O carro do agente foi recuperado e encaminhado para a Delegacia de Flagrantes (Defla). Um suspeito foi preso após capotar o veículo, outro foi preso pela polícia na capital.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Acre, Betho Calixto, a vítima relatou que um dos suspeitos tinha uma arma de fogo e que teriam colocado um capuz e o amordaçado.

Ainda segundo Calixto, o agente teria sido torturado em uma casa, onde havia outros três suspeitos, localizada em uma área de invasão no Vila Maria, próxima ao bairro Custódio Freire.

“Nesse local, ele teria sido espancado durante até a manhã de domingo (13) quando, por um descuido dos suspeitos, o agente conseguiu fugir por uma região de mata. Ele correu ao menos duas horas até sair da mata e encontrar um senhor para quem pediu ajuda”, conta.

O presidente do sindicato relata ainda que a intenção dos suspeitos seria levar o carro do agente para a Bolívia e vendê-lo, mas acabaram perdendo o controle do veículo e capotando.

“Após conseguir escapar, ele não sabia que o carro dele havia sido destruído. Eles queriam vender o carro, mas se perderam e ao invés de seguir pela estrada de Senador Guiomard acabaram indo pela BR-364”, disse.

Calixto conta que o agente não teria reagido em nenhum momento e que recebe o atendimento psicológico necessário, pois ainda está muito abalado.

“O que estamos apurando é que houve um descuido da segurança do profissional, ele tem direito ao porte de arma de fogo, então vamos tentar fazer o governo reconhecer esse direito dele. Ele se encontra em uma situação bem abalada, estamos trabalhando para que ele volte ao trabalho”, destaca.

FONTE: G1 AC

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