Ex-chefe de Segurança do Urso Branco revela perseguição de gerente da Sejus em ocorrência policial

terça-feira, 10 de novembro de 2015, 17:00hs.

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Afastado da chefia de Segurança da Casa de Detenção Dr. José Mário Alves da Silva (Urso Branco), em 2 de novembro, o agente penitenciário Claiton Junior Ribeiro da Silva registrou boletim de ocorrência na 4ª Delegacia de Polícia Civil denunciando perseguição política por parte do gerente geral do Sistema Penitenciário de Rondônia, Davi Inácio.

O ex-chefe de segurança narrou na boletim, bem como no Livro de Ocorrências da Unidade, que o então diretor geral da Casa de Detenção, Célio Lima, o chamou para conversar e revelou estar sofrendo pressão para colocá-lo à disposição da Secretaria de Estado de Justiça de Rondônia (Sejus). Indagado por Cleiton da tal pressão, o diretor afirmou que não teria motivos para colocá-lo à disposição, já que gostava e confiava no seu trabalho, mas que iria fazê-lo por conta da pressão do gerente.

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A ocorrência registrada diz ainda que o caso seria “perseguição em virtude da política junto ao Singeperon e que não tinha motivos para colocá-lo à disposição”.

Ao tomar conhecimento da situação, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado de Rondônia (Singeperon), Anderson Pereira, criticou a conduta dos superiores da Sejus e disse que vai comunicar ao judiciário por meio do processo da greve que as retaliações continuam acontecendo, mesmo após o movimento da categoria.

 No dia 23 de outubro, um acordo judicial com o Estado registrou que não haveria transferência de servidores, sem antes haver uma conversa prévia entre o Singeperon e o secretário da Sejus, Marcos Rocha. “Infelizmente, o Estado de Rondônia comumente não respeita acordos ou decisões judiciais, o que estressa e revolta ainda mais a categoria”, critica Anderson.

Recentemente, o Singeperon peticionou no processo da greve sobre a mudança de escala de serviço no sistema socioeducativo, o que comprova mais um descumprimento de acordo praticado pelo governo, firmado em audiência no TJ-RO.

 Anderson confirmou também que irá cobrar da Sejus explicações sobre o fato. “Se preciso for, recorreremos à Corregedoria da Sejus para providências”, enfatizou.

FONTE: SINGEPERON

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