Porte de arma para advogados: 71% são a favor, diz consulta da OAB-DF

A OAB fez pesquisa junto aos advogados da capital federal, e o resultado revela que a maioria dos participantes é favorável ao porte de arma.

Em consulta pública realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF), 70,9% dos profissionais da categoria que participaram da pesquisa disseram que são a favor do porte de arma para a advocacia.

Dos 4.715 participantes, 3.343 votaram “sim” para liberação do porte de arma para advogados. Os 1.372 restantes afirmaram ser contra.

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O resultado será encaminhado para a OAB Nacional, responsável por atuar pela categoria junto ao Congresso Nacional, onde tramita projeto de lei sobre o tema.

Uma das defensoras do porte de arma para advogados, Juliana Porcaro Saboia frisou que há um processo para liberação do porte, ou seja, não é automático.

“Precisa de requisito técnico – saber disparar uma arma – e psicotécnico, no qual é feita avaliação para ver se tem equilíbrio emocional. E só então é que você pode adquirir o porte de arma”, afirmou.

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A advogada Renata Amaral ponderou que a consulta não teve a participação de um percentual inferior a 10% da classe. A OAB-DF tem mais de 50 mil advogados inscritos.

“A OAB-DF não cuidou de dar publicidade à consulta, o que impediu que esmagadora parte da classe pudesse se manifestar contra a barbárie. Os argumentos dos que defendem o armamento são falaciosos e rasos. Perde a sociedade, que poderá ter mais de 1 milhão de pessoas armadas e, pasmem, usando a bandeira da ordem. Triste, lamentável. Isso mancha a imagem da nossa instituição aqui no DF, que ficará na história como verdadeira cúmplice desse projeto anticivilizatório que assistimos avançar, atônitos, no nosso país”, assinalou.

Digitalização da Justiça

Além de perguntar a opinião dos advogados sobre o porte de arma, a OAB-DF realizou uma pesquisa sobre a digitalização da Justiça.

O resultado mostra que 76,31% são a favor do retorno às atividades presenciais e híbridas em todas as instâncias do Poder Judiciário. E 18,73% manifestaram-se favoravelmente à volta imediata do serviço presencial na primeira, na segunda e em instâncias extraordinárias.

 

 

Por Metropoles

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