Sem votos suficientes, Câmara deve adiar análise da reforma administrativa

Lira não quer arriscar colocar o texto em votação sem a garantia de que será aprovado. Há resistência de deputados governistas e da oposição.

Apesar de ter sido aprovada na comissão especial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2021, da reforma administrativa, enfrenta dificuldades de apoio entre os 513 deputados.

Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, Arthur Maia (PP-AL), disse em entrevista ao jornal Valor Econômico que a PEC ainda não entrará na pauta desta terça-feira (28/9). Segundo ele, o tema precisa ser “amadurecido” com os partidos. O parecer do deputado Arthur Maia (DEM-BA) foi aprovado por uma comissão especial na última quinta-feira (23/9).

A aprovação no colegiado ocorreu depois de uma manobra articulada por Lira, que mudou oito deputados da comissão e garantiu votos a favor da proposta.

A troca ocorreu no dia anterior, em meio às tentativas de se retirar a matéria da pauta de votações. O placar de 31 votos favoráveis e 15 contrários só foi alcançado após os partidos governistas substituírem parlamentares que eram contra a proposta por outros, a favor.

Parlamentares do PL, DEM, PSDB e Republicanos acabaram substituídos. O Novo, principal partido defensor da reforma e que tem apenas oito deputados na Câmara, ficou com sete representantes na comissão.

“Foi um instrumento radical utilizado por ele que expõe o parlamentar. Uma intromissão direta no exercício parlamentar”, criticou Alice Portugal (PCdoB-BA), que integrou o colegiado.

“Lira já não faz segredo dessa dúvida e cogita não mais pautar para esta semana. O que estamos pedindo é que ele receba mais uma vez representantes do funcionalismo público para que possamos negociar um acordo que melhore o texto”, disse a deputada.

 

 

Por Metropoles

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