PM do DF que se despediu de corporação com gesto obsceno: “Envergonhado”

Bruno James repercutiu nas redes sociais após publicar foto mostrando o dedo para quartel da PMDF. Ele se diz arrependido pelo episódio.

O cabo da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que se despediu da corporação com um vídeo nas redes sociais se diz “envergonhado” pela repercussão do episódio. O PM, em seu último dia de serviço, postou nas redes imagens dançando e fazendo um gesto obsceno, apontado o dedo médio para o prédio do comando-geral, no Setor Policial Sul. Bruno James está de saída do Brasil e vai estudar no Canadá.

O agora ex-policial ressalta que jamais teve o objetivo de denegrir ou manchar a imagem da PMDF. Nos vídeos, Bruno dança de forma descontraída pelos corredores, assina documentos e, quando deixa o prédio, joga a cobertura (boné) para o alto, a fim de demonstrar felicidade. Em seguida, com o dedo em riste, faz o gesto obsceno.

“Passei oito anos da minha vida nessa Instituição e tenho grande orgulho e gratidão pelas experiências e crescimento pessoal que ela me possibilitou. Ressalto que, nunca tive faltas que me desabonassem, sempre trabalhei com dedicação e profissionalismo, acima de tudo”, destacou ele em carta.

“Estou envergonhado pela repercussão do vídeo, era para ser algo interno entre amigos, terei mais cuidado com minhas atitudes e garanto que situações semelhantes como essas não vão se repetir”.

O cabo avaliou que perdeu a compostura exigida pela corporação pois estava sobre domínio de “estresse, altas expectativas e sob efeitos de medicamento de ansiedade” .

Veja o vídeo divulgado por Bruno James nas redes sociais:

“Tenho sofrido muito com toda essa situação”, desabafa. “Quero registrar os meus mais sinceros pedidos de desculpas, por meus atos, e pela forma que me despedi. Desde já, me coloco à disposição da instituição para maiores explicações.”

Publicadas em seu perfil no Instagram, as imagens foram compartilhadas várias vezes em grupos policiais no WhatsApp. Os comentários davam conta que o cabo Bruno James sempre exerceu funções administrativas e teria “cuspido no prato que comeu”, após afirmar que estaria de mudança para o Canadá.

A nota de esclarecimento foi divulgada por Thâmara Carvalho e Farlei Rocha, advogados representantes de Bruno.

“Ele está muito arrependido pela repercussão que causou, já que era pra ser algo íntimo, entre amigos e alguém gravou a tela em menos de meia hora de publicação e saiu divulgando de modo pra prejudicá-lo”, disse Thâmara Carvalho. “Hoje ele só quer viver a vida dele em outro país, iniciando sua jornada de estudos e é muito grato à corporação”.

A advogada frisou que as teses de defesa para o caso estão sendo montadas conforme o inquérito é apurado.

O comando-geral da corporação emitiu uma dura nota sobre o comportamento do militar. Confira, na íntegra:

“A Polícia Militar e todos seus integrantes repudiam veementemente atos como o vídeo amplamente veiculado em redes sociais no qual, supostamente, um ex-policial denigre a imagem da corporação. O suposto autor do vídeo demonstra não possuir as características pessoais necessárias para fazer parte de uma instituição, cuja missão precípua é servir a sociedade do Distrito Federal. Portanto, a saída da instituição, mesmo que de forma desonrosa e vexatória, deve ser avaliada de forma positiva pelo cidadão por não ter mais uma pessoa, com tal desvio de personalidade, trabalhando em prol da segurança pública. Manifestações como esta, atentatórias aos valores da instituição, refletem um comportamento egoísta que visa tão somente à satisfação de interesses pessoais, deixando de lado os anseios da sociedade por servidores públicos imbuídos na missão de servir a população do Distrito Federal. Cabe ressaltar que durante o período que o suposto autor do vídeo serviu na Polícia Militar, foi tratado com civismo e camaradagem – valores inerentes a todas as instituições militares – cujo objetivo é proporcionar um ambiente de harmonia e confiança entre os militares. Por isso, o deplorável ato foi recebido com imensa surpresa, tristeza e indignação. Por fim, o Departamento de Controle e Correição da Polícia Militar está apurando a veracidade e autoria do referido vídeo para tomar as medidas cabíveis“.

 

 

Por Metropoles

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