Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta distorções nas Polícias

Foram levadas em consideração as estruturas das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civis, Penais e Militares da União, Estados e do Distrito Federal.

Pesquisa inédita divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, nesta quinta-feira, 15, aponta as desigualdades dentro das corporações responsáveis pela segurança pública no Brasil. Foram levadas em consideração as estruturas das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civis, Penais e Militares da União, Estados e do Distrito Federal, além de 27 Corpos de Bombeiros Militares.

“O estudo revelado no Anuário do FBSB ratifica toda a pauta de segurança pública na qual a Fenapef tem se empenhado durante os últimos anos, além de confirmar a PF como coluna forte em organização sindical”, comenta o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens.

Entre os itens apontados pelo estudo, estão, por exemplo, a discrepância salarial que a Polícia Militar (PM) enfrenta entre os profissionais da base e aqueles que ocupam o topo da corporação. O salário de um coronel na PM é 15,2 vezes maior do que o de um soldado. A disparidade das remunerações é uma das causas de problemas ainda mais profundos dentro das instituições policiais. Para a Fenapef, vale lembrar que a falta de uma Lei Orgânica é também um dos aspectos que tira a eficiência do sistema de segurança. A entidade também defende que o debate sobre as condições de trabalho dos policiais não pode ficar restrito à compra de novas viaturas e uniformes.

É necessário questionar as estruturas policiais como um todo, entender que as polícias brasileiras precisam ser modernizadas. A implementação do Ciclo Completo de Investigação, a integração entre as forças policiais e a adoção da Lei Orgânica torna a segurança mais eficiente e célere.

Além disso, o 15º Anuário do Fórum mostra o impacto destes aproximadamente 16 meses de enfrentamento à pandemia da covid-19 nos profissionais de segurança pública: 29,5% dos policiais brasileiros testaram positivo para a doença e 85% declararam sentir medo de serem infectados. Quanto ao número de vitimização policial, a pesquisa indica que morreram mais policiais vítimas do coronavírus do que assassinados.

O estudo do FBSP demonstra as dificuldades dentro das forças de Segurança Pública e reforça a necessidade da implementação de medidas de modernização nestas instituições. “Os números falam por si: houve crescimento de mortes violentas intencionais, aumento de registro de armas de fogo pela população, aumento da violência contra a mulher e de violência doméstica, além de queda no número de profissionais na segurança privada.

A população precisa, cada vez mais, de uma segurança pública bem estruturada e de forças policiais preparadas e com qualidade de vida”, conclui o presidente da federação, Luís Antônio Boudens.

 

 

Por Comunicação Fenapef

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *