Defesa de policiais presos em SP entra com pedido de habeas corpus

A defesa dos policiais acredita que ainda tenham muitos dados desencontrados. No pedido de prisão, analisado por Roth, o Ministério Público afirma que ao todo foram dados 50 disparos nas vítimas.

Os advogados responsáveis pelas defesas dos policiais André Chaves da Silva e Danilton Silveira da Silva, suspeitos de terem assassinado Vinicius Alves Procópio, 19, e Felipe Barbosa da Silva, 23, durante um suposto assalto, na zona sul de São Paulo, entraram com um pedido de habeas corpus nesta quarta-feira (16) no 2º grau da Justiça Militar para tentar quebrar a prisão preventiva concedida pelo juiz Ronaldo João Roth e permitir que os policiais respondam o processo em liberdade.

 A defesa dos policiais acredita que ainda tenham muitos dados desencontrados. No pedido de prisão, analisado por Roth, o Ministério Público afirma que ao todo foram dados 50 disparos nas vítimas.

O documento aponta que Felipe teria levado 27 tiros: três na perna esquerda, dois no joelho esquerdo, um no joelho direito, um no abdômen, um no flanco esquerdo, um no hipocôndrio esquerdo, dois no braço esquerdo, um tangencial no cotovelo esquerdo, um no polegar esquerdo, dois no tórax direito, dois no braço direito, cinco na coxa esquerda, quatro na coxa direita e um na lombar esquerda. Vinicius teria sido alvejado 23 vezes: cinco no tórax esquerdo, uma no hemotórax, três no flanco esquerdo, uma na região do hipocôndrio direito, um tangencial polegar direito, um no flanco direito, seis no braço esquerdo, quatro no antebraço esquerdo e um no glúteo esquerdo.

O advogado João Carlos Campanini afirmou na última terça-feira (14) que faltava nos autos informações preliminares de que os suspeitos mortos receberam, cada um, sete tiros, totalizando 14.

Fernando Fabiani Capano, responsável pela defesa do soldado Danilton, também disse que não existem elementos processuais para que a prisão seja mantida.

Um terceiro PM, o cabo Jorge Baptista Silva Filho, também foi preso. Ele, contudo, teve seu pedido de prisão feito pela Justiça Comum, uma vez que não participou diretamente da ação policial que vitimou os jovens. Ele era o motorista da viatura durante a ocorrência.

A advogada dele, Mariana Silvestrini, ainda não entrou com um pedido de habeas corpus, mas manifestou que a defesa entendia que não havia motivos para a prisão. “O vídeo que circulou nas redes é apenas um recorte, não mostra todas as circunstâncias do fato. A defesa ainda precisa analisar os autos da investigação, porém, entende que não havia motivos para decretação da prisão. Neste sentido, precisamos lembrar que, dentro do Estado Democrático de Direito, a liberdade é a regra e a prisão é a exceção. Podemos adiantar que o cabo Jorge Baptista Silva Filho é inocente e tudo será esclarecido ao longo da investigação”, disse a advogada.

 

 

POR FOLHAPRESS

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