Corrupção no Presídio Federal: Policial Penal Federal é preso no Paraná

A apuração da Polícia Federal aponta que em abril de 2021, o esquema ficou ainda mais nítido.

O Fantástico revelou no domingo (20), o primeiro esquema de corrupção comprovado dentro de um presídio de segurança máxima, em Catanduvas, no Paraná. Durante quase um ano, a Polícia Federal investigou e descobriu como bandidos de uma das maiores facções do país e um Policial penal Federal trabalhavam a serviço do crime.

Servidor antigo, desde a inauguração do presídio, o Policial Penal Docimar Pinheiro tinha um cargo de chefia entre os servidores, que dava a ele certa autonomia pra circular pelo prédio. Mas o comportamento dele chamou a atenção.

“Foi feita uma análise de tempo, e a gente percebeu que ele ficava muito mais tempo nessas celas do que nas outras”, conta o delegado da PF/PR Martin Bottaro Purper.

Quer dizer, ele era mais lento pra trabalhar justamente nas celas que abrigavam detentos que integravam a facção criminosa. Em junho de 2020, Docimar começou a ser monitorado. E a Polícia Federal notou que ele não cumpria alguns protocolos, como na hora de entregar a comida aos presos.

Os investigadores descobriram que, junto com a comida, ele deixava um pequeno objeto. Eram bilhetes, bem apertados, e alguns até amarrados. Uma das câmeras conseguiu flagrar o momento em que o agente tira uma dessas mensagens do bolso, enquanto sobe uma escada.

A apuração da Polícia Federal aponta que em abril de 2021, o esquema ficou ainda mais nítido. Docimar se aproxima de uma das celas e entrega o bilhete. No dia seguinte, as câmeras do presídio flagram os líderes da facção criminosa, juntos, num banho de sol. Cleverson dos Santos lê a mensagem para Marcinho VP e outros dois integrantes da organização.

Os policiais acompanharam a rotina do Policial Penal Docimar e chegaram até Tânia Odenise. Segundo a PF, a função dela era intermediar o repasse das mensagens. Tânia também começou a ser seguida. E os policiais descobriram que o contato dela com a facção era feito pela advogada Luceia Alcântara, que trabalha pra alguns detentos de Catanduva.

Veja como funcionava o esquema de corrupção. Abaixo a reportagem do fantástico na íntegra:

https://g1.globo.com/pr/parana/video/cameras-flagram-repasse-de-mensagens-por-agente-prisional-no-presidio-de-catanduvas-9622549.ghtml

Por G1/ Edição: Rondoniaemqap

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