Sistema prisional de SP tem 1º Policial Penal morto por coronavírus

A direção da unidade prisional está cuidando dos trâmites necessários para o sepultamento e prestando todo o apoio necessário à família.

O governo de São Paulo confirmou, nesta sexta-feira (3), a primeira morte de um servidor do sistema prisional paulista por contágio do novo coronavírus. A vítima é o Policial Penal Aparecido Cabrioti, 64 anos, que trabalhava havia cerca de 15 anos na Penitenciária “Adriano Aparecido de Pieri”, em Dracena, no interior do Estado.

De acordo com informações da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo), o funcionário passava férias, em Maceió (AL), quando passou mal. Aparecido estava internado desde o dia 28 de março na Santa Casa de Dracena.

“A direção da unidade prisional está cuidando dos trâmites necessários para o sepultamento e prestando todo o apoio necessário à família”, diz uma nota enviada pela pasta.

A Secretaria da Administração Penitenciária lamenta a morte do servidor Aparecido Cabrioti, 64 anos, que atuava há quase 15 anos como Agente de Segurança Penitenciaria na Penitenciária de Dracena. A direção da unidade está cuidando dos trâmites necessários para o sepultamento e prestando todo o apoio necessário à família.

Normas de prevenção

A SAP informou também que, além das medidas de higiene e distanciamento preconizados pelos órgãos de saúde, adotou outras precações para evitar o contágio de servidores do sistema prisional: suspendeu as atividades coletivas; foi realizada a busca ativa para casos similares ao covid-19; a limpeza das áreas foi intensificada; a entrada de qualquer pessoa alheia ao corpo funcional foi restringida; foi determinada a quarentena para os presos que entram no sistema prisional: realizado o monitoramento dos grupos de risco; aquisição de termômetros infra vermelho e de oxímetro digital portátil; ampliação na distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e sabonete; distribuição de EPIs como máscaras; horários alternados no refeitório e filas com distância de 1,5 metro.

Em unidades com a inclusão automática de estrangeiros, o procedimento é entrar em contato com a Polícia Federal para verificar se as providências preventivas foram tomadas e observar se o preso tem qualquer sintoma por 14 dias.

Todo servidor com suspeita de diagnóstico da covid-19 está devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do Coronavírus e a SAP acompanha seu quadro clínico, fornecendo todo o suporte necessário para sua recuperação. Atualmente há, entre servidores da pasta, há 127 casos suspeitos e um caso confirmado de contaminação por coronavírus.

Detentos

Nos casos suspeitos entre os presos, a SAP informou que o paciente é  isolado e a Vigilância Epidemiológica local é contatada.  Os servidores que estarão em contato com o paciente, sejam da área de segurança ou saúde, deverão usar mecanismos de proteção padrão como máscaras e luvas descartáveis.

Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimentos descritos acima, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento. Neste momento, não há nenhum preso com a doença confirmada.

Morte de policial civil aposentada

Nesta sexta-feira, a escrivã Egle Cristina, de 46 anos, morreu em decorrência do novo coronavírus. A funcionária pública, que estava aposentada desde fevereiro e já possuía um quadro de problemas de saúde e obesidade mórbida, teve como último posto de trabalho o Departamento de Homicídios, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde morava.

Como protocolo de saúde, segundo informou a família, o sepultamento do corpo ocorreria no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, sem a realização de velório. A policial civil havia sido infectada pelo próprio pai, que também morreu em decorrência da covid-19.

Afastamento nas polícias

No total, de acordo com dados divulgados pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo), há cerca de 500 policiais (civis e militares) afastados das funções por suspeita ou diagnóstico de coronavírus – 0,5% dos 112.913 profissionais efetivos das polícias do Estado, segundo a pasta.

 

 

Fonte: R7

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