Agentes Penitenciários registram BO contra diretor de segurança do presídio Urso Branco

Quando os servidores chegaram na base do B, foram surpreendidos pelo diretor de segurança, alegando que teriam que retirar todos os apenados das carceragens.

Agentes Penitenciários que não quiseram ter sua identidade revelada, registraram em livro próprio da unidade e um BO (boletim de ocorrência) no 2° DP, contra o diretor de segurança do presídio José Mário Alves da Silva (Urso Branco) de Porto Velho, devido as ilegalidades praticadas por ele.

Conforme a ocorrência policial, antes de iniciarem as atividades no presídio, foi realizada uma reunião entre os plantonistas e os diretores geral e de segurança.

Ficou acertado que, no portão interno e na carceragem ‘’B’’ onde se encontram os pavilhões B, E, C e F, por não haver chefe de segurança no plantão, o diretor de segurança estaria no controle das atividades.

Quando os servidores chegaram na base do B, foram surpreendidos pelo diretor de segurança, alegando que teriam que retirar todos os apenados das carceragens para o banho de sol para adiantar os serviços, colocando em risco a vida dos servidores e apenados. Narraram na ocorrência.

Os servidores ainda indagaram alegando que iriam realizar as atividades conforme acertado na reunião, desta forma, foram retirados os apenados conforme determina a resolução do CNPCP, sendo 01 (um) agente penitenciário para 05 (cinco) presos.

Ainda conforme a ocorrência, um servidor foi até o portão interno buscar a alimentação dos servidores para levar até a base, quando foi surpreendido pelo diretor de segurança dizendo que ninguém iria almoçar enquanto não retirasse as 02 celas restantes do pavilhão B e pavilhão E.

Mesmo inconformados com o abuso do direitor, os servidores cumpriram a ordem. Ao término das 2 horas de banho de sol conforme determina a LEP – Leis de Execução Penal, iniciou-se a retirada dos presos do banho de sol para suas respectivas celas.

Narram que o diretor de segurança ficou sentado na cadeira segurando a escopeta cal .12 e um rádio HT. Um servidor modulou via rádio para o diretor de segurança, para ele segurar um pouco os apenados ou parar de mandar, pois havia uma grande quantidade de presos soltos na carceragem, os servidores estavam agindo na legalidade e controlando a grande movimentação de apenados para manter a segurança de toda unidade prisional. Mas não obteve resposta do diretor, pois era o único que estava com rádio HT na base.

Finalizam a ocorrência narrando que, ao descerem das carceragens, um agente penitenciário indagou os motivos que o diretor de segurança não havia atendido o pedido dele respondendo o rádio HT, então o diretor disse que, não mandava em nada e que estava ali só para observar.

Conforme apurado, o clima está cada dia mais tenso nas unidades prisionais de Rondônia, desde que começou a Operação Legalidade, as atividades penitenciárias estão sendo prejudicadas devido o baixo efetivo de agentes penitenciários. Com isso, gerando discórdias e intrigas entre servidores e diretores, que querem a todo custo que esses servidores realizem essas atividades dentro da ilegalidade e colocando em risco toda unidade prisional.

 

 

Fonte: Rondoniaemqap

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Categorias:Sistema Prisional

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