“Aposentadoria do policial brasileiro será a pior do mundo”, diz sindicalista

Lideranças das categorias reclamam que o documento nem de longe atendeu aos pedidos e torna, nas palavras deles, “a aposentadoria do policial brasileiro a pior do mundo”.

Policiais federais, rodoviários federais, civis e demais profissionais da segurança pública do Espírito Santo vão a Brasília participar de manifestação por mudanças no relatório da reforma da Previdência, a ser apresentado nesta terça-feira.

O alvo principal da manifestação, planejada para começar ao meio-dia, são os integrantes da Comissão Especial da Câmara que trata do tema.

Lideranças das categorias reclamam que o documento nem de longe atendeu aos pedidos e torna, nas palavras deles, “a aposentadoria do policial brasileiro a pior do mundo”.

Os policiais consideram que, pela equivalência da função, a aposentadoria deveria ser similar aos militares, por não possuírem direitos como hora extra, adicional noturno, FGTS e de terem compromisso junto à sociedade de até morrerem, se necessário, no cumprimento do dever.

“Sabemos da necessidade do equilíbrio das finanças e estamos dispostos a dar a nossa cota de sacrifício, porém é fundamental termos por parte da sociedade que defendemos a garantia de uma proteção social. Além disso, o impacto financeiro é pequeno perto do ganho social”, avalia Marcus Firme, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo e integrante da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e União dos Policiais do Brasil (UPB).

Na semana anterior o grupo, representado pela UPB e pela Fenapef. teve várias reuniões com lideranças partidárias da Câmara, incluindo o presidente da Casa, Rodrigo Maia, para que apoiem os destaques que serão apresentadas na Comissão Especial que analisa a proposta.

No dia 25 de junho , foi a vez dos profissionais invadirem as redes com um tuitaço, ampliando a visibilidade de suas bandeiras. Já a manifestação desta terça segue exemplo da ocorrida no último dia 21 de maio, que reuniu policiais de vários estados.

Além do ato público desta terça, os policiais e operadores de todas as forças civis também pressionarão, até esta quinta, os parlamentares que compõem a Comissão Especial.

 

 

Fonte: Tribunaonline

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