Não é o primeiro descontentamento da categoria contra o atual gestor da pasta, o secretário de justiça Marcos Rocha, diversas vezes tem provocado a classe pelo seu modo de administrar a SEJUS, e os problemas não é só com ele, também seus gerentes e coordenadores, no ano de 2016, vários servidores fizeram um manifesto para que a atual pasta fosse exonerada, devido as perseguições contra os servidores.

No decorrer do tempo, alguns dos que perseguiam e humilhavam os servidores saíram dos cargos, o então secretário adjunto foi exonerado pelo governador pela falta de traquejo com servidores, já o gerente regional Adriano Furtunato foi cedido para o DER para exercer um outro cargo comissionado.

No entanto, segundo conta vários servidores, e conforme várias denúncias, o atual gestor da pasta não tem feito um bom trabalho, além de ter muito papo e fala mansa, ele não tem colaborado com a classe, é um tipo rival da classe, ao invés de apoiar e mostrar união, ele tem humilhado e menosprezado à classe dos agentes penitenciários.

Como se não bastasse toda essa discórdia e desavenças entre o atual gestor e servidores, o comunicante conta que ele fez algo muito grave, algo inaceitável e repugnante, em uma entrevista coletiva com o secretário, ele afirma que os agentes penitenciários são corruptos, o deputado Anderson Pereira do Singeperon ainda criticou a postura do secretário Marcos Rocha durante a coletiva de imprensa, considerando que ele estava ali como representante de uma pasta na qual congrega a categoria penitenciária, mas que, no entanto, agiu de forma contrária, passando para a sociedade uma imagem negativa dos agentes, como sendo corruptos.

“A operação do exército é o famoso “enxugar gelo” ao invés do governo investir em equipamentos de segurança e dar todo o suporte para os agentes penitenciários executarem suas funções, tiram o exército de suas verdadeiras funções, enquanto isso, nossas fronteiras estão abandonadas entrando drogas e armas.” Ressalta o servidor.

Conforme apurado, a secretaria não vem cumprindo as normas e procedimentos de segurança nas unidades prisionais de todo o Estado de Rondônia, assim como preceitua o CNPCP (conselho nacional de política criminal penitenciária), como; scanner corporal, máquinas de raio x, dentre outros equipamentos de segurança tecnológicos. Depois que houve o fim da revista vexatória, os familiares que visitam seus parentes nos presídios, ficam sem ter uma revista minuciosa, facilitando assim a entrada de ilícitos, como drogas e celulares, até mesmo armas de fogo, pois eles tentam burlar o detector de metal, detectores velhos e antigos que muitas vezes não funcionam, muitos tentam adentrar nas unidades cobrindo os objetos ilícitos com papel alumínio, servidores revelam que fica fácil a entrada de ilícitos, pois não existem scanner corporal em nenhuma unidade.

Quanto aos servidores corruptos, conta que isso é a triste realidade não só do sistema penitenciário mas de todas as classes, “em todo lugar existe o mal servidor, tanto na PM, Polícia civil, Polícia federal…. Enfim… Em todas as classes existem a banda podre, mas não podemos generalizar, pois esses são minoria, meia dúzia no meio de centenas de pessoas honradas e compromissadas com o trabalho, nunca podemos crucificar todos por culpa de uma minoria, cabe cada órgão punir seus servidores, sem manchar toda a classe. Ressalta.

“O Estado não dar esses suportes para os servidores trabalharem assim como manda a lei, então o secretário de justiça que era para defender a classe e mostrar a realidade do sistema, fala asneiras e difama os servidores em uma entrevista coletiva, esse cidadão já era para ter sido exonerado há muito tempo, só é bom de papo, mas para exercer o papel de um competente gestor ele nunca foi. Finaliza o agente penitenciário.

 

Fonte: rondoniaemqap

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