Policiais Civis realizam manifestação no Palácio Rio Madeira em Porto Velho

Manifestacao Policia Civil  (Foto: Hosana Morais/G1)Manifestacão da Policia Civil foi em frente ao Palacio Rio Madeira em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Os servidores da Polícia Civil de Rondônia realizaram uma manifestação contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e o Projeto de Lei (PLP) 257/16 na manhã desta quarta-feira (21) em frente ao Palácio Rio Madeira em Porto Velho. De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (Sinsepol), Lindalva Miranda, o sindicato está apoiando o ato nacional de paralisação realizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores e Policiais Civil (Cobrapol).

Segundo Lindalva, a PEC 241 e a PLP 257/16 prejudica os policiais civis em todo o Brasil. “A PEC e a PLP congela os investimentos em 20 anos, tanto na educação como na segurança pública. Elas ainda acabam com a realização dos concursos públicos e congela os salários dos servidores, ou seja, só temos a perder com a aprovação das PEC e da PLP”, explicou Lindalva.

A vice-presidente disse ainda que, o salário da Polícia Civil de Rondônia é um dos piores. “A diferença do pior salário para o nosso de policial civil é de R$ 300 reais, estamos na 22° colocação do ranking nacional”, informou Lindalva.

O Sinsepol informa ainda que nenhum atendimento foi paralisado, mas os servidores que quisessem participar da manifestação foram convidados. Segundo o sindicato, 300 servidores compareceram a manifestação.

Cerca de 300 policiais apoiaram o movimento em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)Cerca de 300 policiais apoiaram o movimento em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

PLP 257/16

O Projeto de Lei 257/16 estabelece o plano de auxílio aos estados de todo o Brasil incluindo o Distrito Federal, para que haja um equilíbrio fiscal através de refinanciamentos de dívidas, dando um prazo de 240 meses para a quitação do débito. Logo não há possibilidade de reajuste salarial.

A PEC 241

A Proposta de Emenda da Constituição 241 altera as disposições constitucionais transitórias para instituir um novo regime fiscal. Logo não há possibilidade de reajuste salarial.

Vilhena
Mais de 20 servidores da Polícia Civil de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, se reuniram vestidos de preto na frente da delegacia do município durante uma hora, das 10h às 11h, na manhã desta quarta-feira (21). O ato foi para mostrar apoio à paralisação nacional da categoria.

De acordo com o representante regional do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) de Rondônia, José Dorival do Nascimento Santos, a Polícia Civil do município continuará funcionando com apenas 30% do efetivo, como faz desde de 21 de junho deste ano,quando denunciou as condições de trabalho enfrentadas pela categoria e anunciou o fim do regime de sobreaviso.

“Não vamos dizer que estamos paralisando hoje, porque já estamos operando em escala mínima. Mas manifestamos nosso apoio à ação nacional, porque do jeito que está, não dá”, declarou José Dorival.

Servidores da Polícia Civil de Vilhena vestiram-se preto em apoio ao ato nacional (Foto: Aline Lopes/G1)Servidores da Polícia Civil de Vilhena vestiram-se preto em apoio ao ato nacional (Foto: Aline Lopes/G1)

Guajará-Mirim
Em Guajará-Mirim (RO), a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, cerca de 20 policiais civis participaram na manhã desta quarta-feira (21) de um ato de protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e o Projeto de Lei (PLP) 257/16. Os manifestantes se reuniram por volta das 11h no pátio da Delegacia Regional de Polícia Civil do município. A manifestação durou pouco menos de meia hora.

Ao G1, o diretor regional sindical do município, Marcel Mengel, declarou que as pautas do protesto estão de acordo com as reivindicações do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (Sinsepol).

“Nosso objetivo foi atender a convocação do Sinsepol, que atendeu a deliberação do 16º Congresso da Confederação Brasileira de Trabalhadores da Polícia Civil (Cobrapol) que chegou a aderir a paralisação nacional. Contudo, não houve tempo hábil para que houvesse a paralisação em Rondônia. Vamos aguardar as orientações do nosso sindicato para os próximos atos de protesto”, comentou o servidor.

Ato de apoio à paralisação nacional da Polícia Civil em Guajará-Mirim (Foto: Marcel Mengel/Arquivo Pessoal)Ato de apoio à paralisação nacional da Polícia Civil em Guajará-Mirim (Foto: Marcel Mengel/Arquivo Pessoal)

FONTE: G1/RO 

*Com colaboração de Aline Lopes e Júnior Freitas

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