Com delegacias caindo aos pedaços, Polícia Civil tem apenas cinco agentes para atender 110 mil pessoas na zona Sul da Capital

“O governo Confúcio Moura não investe na ampliação do quadro de policiais. Apenas três policiais no Serviço de Investigação e Captura (Sevic) da 7ª delegacia e dois agentes no Sevic da 4ª delegacia para atender uma população de aproximadamente 110 mil pessoas da zona Sul de Porto Velho. Um é um absurdo”. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (Sinsepol), Rodrigo Marinho, no relatório final sobre as precárias condições das delegacias de polícia, em Porto Velho.

Um local sem as mínimas condições de segurança, sem estrutura, sem higiene e com risco de iminente de desabar. Esta é a conclusão do relatório feito pelo Sinsepol dos prédios que abrigam hoje a 4ª e 7ª delegacias de polícia na capital.

A vistoria feita pelo sindicato atende a várias denúncias feitas por servidores sobre a falta de segurança e condições de trabalhos das delegacias. Uma comissão formada pelo presidente do Sinsepol, Rodrigo Marinho, pelo diretor-financeiro, José Ribeiro e pelo diretor-social Adão James vem fazendo uma verdadeira radiografia da estrutura físicas das delegacias de polícia em Rondônia.

De acordo com a comissão, a 4ª DP, que funciona na Rua Júpiter, Bairro Eletronorte, na zona Sul de Porto Velho, atende a população da zona rural e urbana de aproximadamente 14 bairros, dentre eles: Areia Branca, Caladinho, Cidade do Lobo, Cidade Nova, Conceição, Eletronorte, Floresta, Nova Floresta, Novo Horizonte, Areal da Floresta, Ramal do Caracol, Vila Princesa, Monte Sinai, Dilma Rousseff, Estrada da Coca Cola.

A delegacia é responsável ainda pelas ocorrências do João Paulo II, distrito de Rio Pardo e de quatro agências bancárias.  Mesmo com todas deficiências, atende a aproximadamente 65 mil pessoas na sua circunscrição. Somente em 2016, mais de 5.500 ocorrências policiais foram registradas e 780 inquéritos policiais em apuração.

“É mais um prédio que funciona precariamente, devendo ser fechado pelas autoridades públicas competentes e construído um local com condições dignas de trabalho e atendimento para a sociedade”, avalia Rodrigo Marinho, presidente do Sinsepol.

De acordo com o relatório feito pelo sindicato, a delegacia não possui condições humanas para os servidores e público em geral, rachaduras por toda parte, banheiros em estado deplorável de uso. O prédio não possui extintores de incêndio. Parte do forro está caindo, telhas com buracos, o antigo “corró” tornou-se arquivo e depósito, totalmente insalubre, perigoso e à saúde dos policiais. Os aparelhos de ar-condicionado funcionam em péssimo estado de uso, falta manutenção e conserto nos equipamentos que estão quebrados há anos.

POPULAÇÃO SOFRE

O levantamento feito pelo Sinsepol aponta, também, o sofrimento da população que busca atendimento. “Logo na entrada, verifica-se uma enorme fila para o registro de ocorrências, pela falta de servidores, apenas um comissário, são obrigados a aguardar horas para serem atendidos”, afirma José Ribeiro, que integra a comissão do sindicato.

No cartório, pilhas inquéritos policiais se acumulam, para somente duas escrivães, dar cumprimento as tarefas e missões do dia a dia da unidade policial.

No Sevic, conta com apenas com dois servidores, que trabalham dia e noite para tentar solucionar e desafogar a enorme quantidade de inquéritos na delegacia, no entanto, apesar dos esforços é humanamente impossível dar conta da demanda pelo baixo efetivo de servidores, denuncia o Sinsepol.

RETRATO DO CAOS

A 7ª delegacia de polícia, que funciona na Rua Algodoeiro, bairro Cohab, na zona Sul de Porto Velho, é o retrato da crise que passa o setor de segurança pública em Rondônia. Com todas deficiências, atende aos bairros Jardim Eldorado, Caladinho, km 13, Linha 42, Bacia Leiteira, Bairro Novo, Total Ville, Estrada dos Japoneses, Aeroclube, Castanheira, Cohab, Gurgel.

Em 2016, foram registradas mais de 4.500 ocorrências policiais, correspondendo a população de aproximadamente 40 mil pessoas em sua circunscrição.

A realidade causa perplexidade. Logo na entrada é visível rachaduras na estrutura do prédio, fiação exposta em diversos compartimentos, telhado e forró desabando e com vários buracos. “É preciso alertar que uma fatalidade pode ocorrer a qualquer momento. A diretoria do Sinsepol constatou o desabamento de uma telha e parte do forró de uma das salas da 7ª delegacia. Por sorte, nenhum servidor foi atingido no evento”, afirma Adão James.

Com deficiência e pessoal, o comissariado funciona apenas com um servidor, gerando filas para o registro de ocorrências. O laudo aponta ainda ser possível ver objetos apreendidos por todo o pátio interno e externo do prédio.

No cartório, diversos produtos apreendidos expostos no chão e pelas paredes, tais como botijas e cilindros de gás, pedaços de madeiras, dentre outros. Apenas duas escrivães de polícia atendem demanda de serviço, gerando sobrecarga para o servidor e transtornos para a população, diz o relatório.

De acordo com o Sinsepol, o Sevic conta com apenas três agentes de polícia para investigar e elucidar os crimes de circunscrição da delegacia. Apesar dos esforços dos servidores, é impossível dar resposta a população e baixar os índices de criminalidade com essa quantidade inexpressiva de servidores.

O depósito não tem energia elétrica e ventilação no local. Os documentos administrativos, ocorrências e inquéritos juntos com diversos objetos apreendidos estão amontoados. Em virtude de telhas quebradas e com buracos, quando chove, “molha mais dentro do que fora”.

GOVERNO NÃO INVESTE

“O governo Confúcio Moura não investe na ampliação do quadro de policiais. Apenas três policiais no Sevic da 7ª delegacia e 2 policiais no Sevic da 4ª delegacia para atender uma população de aproximadamente 110 mil pessoas da zona sul de Porto Velho, isso é um absurdo” afirmou o presidente Rodrigo Marinho.

As delegacias não possuem servidores para os serviços gerais, falta produtos de limpeza, higiene, papel, água, copos, tonner para impressoras, dentre outros, que os próprios servidores, de boa-fé, compram do próprio bolso para minimizar os problemas. Eles fazem a limpeza do prédio ou pagam diarista, caso contrário, os prédios estariam acumulando lixo por toda parte.

O Estado não providencia os equipamentos de proteção individual (EPI) para os policiais que se expõe a perigo diariamente, em razão disso, e das condições desumanas condições de trabalho os servidores vem adquirindo doenças provenientes das péssimas condições do ambiente, ocasionando licenças médicas e afastamento do trabalho.

“A estratégia do governo Confúcio Moura de retirar as duas unidades de polícia e criar uma UNISP vai agravar e muito o aumento da criminalidade nos bairros, por fim nos bastidores, ainda estuda-se a possibilidade de desativar as Delegacias de Novam Mutum e Extrema, é um absurdo fazer segurança pública dessa maneira”, disse o presidente do Sinsepol, Rodrigo Marinho.

O relatório conclui que a situação é de total desrespeito com a população. Retirar as delegacias de polícia civil dos bairros e concentrar apenas num local, fazendo o cidadão percorrer longas distâncias para registar a ocorrência policial. Esta atitude mostra descompromisso do governo Confúcio Moura com a segurança pública e a falta de respeito com Polícia Civil, consequentemente.

FONTE: SINSEPOL

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